segunda-feira, 27 de junho de 2011

Conflitos na ex-Iugoslávia



Com a crise do bloco socialista, no final dos anos 1980, uma nova fase se abriu para a história da Iugoslávia. Em 1991, Croácia, Eslovênia e Macedônia declararam sua independência, sendo que apenas esta última de maneira pacífica. A separação da Croácia e da Eslovênia foi acompanhada por intensos conflitos militares liderados pelo então presidente sérvio Slobodan Milosevic. Em 1992, a Bósnia declarou sua independência, passando a enfrentar militarmente a Croácia, em disputa por territórios, e sobretudo a Sérvia, contrária ao movimento separatista de mais uma região iugoslava.

Em 1998, foi a vez de Kosovo, província ao sul da sérvia, lutar por sua independência. O problema na região era mais delicado pelo fato de o território de Kosovo ser considerado berço cultural e religioso para os sérvios. Nos três meses de conflito, que cessaram após a intervenção de tropas da OTAN, uma verdadeira limpeza étnica contra os albaneses - 90% da população de Kosovo - foi promovida por Milosevic, então presidente da antiga Iugoslávia. A partir de 1998, Kosovo passou a ser administrada pela ONU, tendo declarado unilateralmente sua independência em fevereiro de 2008, fato que gerou conflitos diplomáticos ligados ao reconhecimento do novo país.

Em 2003, o nome Iugoslávia deixou de ser adotado. O país passou a se chamar Sérvia e Montenegro. Três anos depois, em referendo popular, os montenegrinos decidiram pela independência da região. Nos dias atuais, portanto, todas as antigas repúblicas que formavam a ex-Iugoslávia são países independentes, incluindo Kosovo.

Quanto a Milosevic, após deixar o cargo, em 2000, foi levado ao Tribunal Internacional de Haia, na Holanda, acusado de cometer crimes de guerra durante os conflitos na Bósnia e em Kosovo. Em março de 2006, o ex-presidente iugoslavo foi encontrado morto numa unidade de detenção do tribunal.

sábado, 25 de junho de 2011

O conflito da Irlanda do Norte e a atuação do IRA

As rivalidades entre católicos e protestantes na Irlanda do Norte remontam ao século 17. É uma história de confrontos que opõe, de um lado, a maioria dos irlandeses - protestantes, unionistas, identificados com os interesses do domínio britânico - e, de outro, a minoria - católicos, nacionalistas, que atrelam sua identidade nacional à resistência religiosa, lutando pelo fim da dominação inglesa sobre o Ulster e a posterior unificação com a vizinha República da Irlanda.

No século 19, a Irlanda foi integrada ao Reino Unido da Grã-Bretanha por meio da assinatura do Union Act. No início do século 20, surge o movimento nacionalista que luta pelo fim do domínio britânico sobre a ilha. Esse movimento de resistência levará ao surgimento do Estado Livre da Irlanda ou Eire, em 1922. Mas a Irlanda do Norte ou Ulster continuará fazendo parte do Reino Unido.

Foi a partir do final dos anos 60 que as hostilidades se agravaram. Em 1969, o governo britânico ocupou militarmente o Ulster e, em seguida, dissolveu o Parlamento de Belfast, assumindo as funções políticas e administrativas. Em 1972, mais de uma dezena de jovens irlandeses católicos foram mortos no Domingo Sangrento. Em 30 anos de conflito, cerca de 3.600 pessoas morreram na Irlanda.

A seguir, uma sucessão de atentados terroristas praticados pelo IRA indicavam a radicalização do conflito. Protestantes da Força Voluntária do Ulster, grupo paramilitar unionista, responderam com a mesma violência ao radicalismo católico.

Só em 1991, por iniciativa de ingleses e norte-americanos, iniciou-se uma rodada de negociações com a participação dos partidos do Ulster e do governo de Londres. Como o Sinn Fein - braço político do IRA(Exército Republicano Irlandês) - foi excluído das conversações, o diálogo fracassou.

Finalmente, em 1998, Tony Blair (premiê inglês), Gerry Adams (Sinn Fein) e David Trimble (unionista), com a participação do ex-presidente norte-americano Bill Clinton, assinaram o Acordo do Ulster, que concedia mais autonomia ao país.

Israel x Palestina


O Conflito entre israelenses e palestinos tem motivos religiosos, políticos-territoriais, históricos, e naturais. Sobretudo todos esses motivos se envolvem (tem uma ligação).
Para os palestinos Jerusalém representa a terra santa árabe onde Maomé teria ascendido aos céus, mas para os os israelenses Jerusalém é o local onde foi edificado e onde se edificará novamente o templo, essa diferença gera conflitos pelo controle de Jerusalém, além desta há conflitos pelos territórios da Cisjordânia e Faixa de Gaza. Esses territórios foram ocupados por palestinos durante o Império Romano, hoje esses territórios estão sobre controle israelense. Esse controle é mantido por assentamentos israelenses fortificados. Para os palestinos tal território os pertence baseados no contexto histórico de serem herdereiros do lendário Abrãao, baseados nessa mesma justificativa inraelenses contestam esse territórios.
A disputa também se deve as recursos naturais presentes na região, como: água, petróleo e outros.
Outro fator contribunte é a influência ocidental no conflito. Com forte apoio americano Israel garante sua superiodade no conflito e sobre os demais países no Oriente Médio, a parceria americana e israelense torna o conflito desigual, o lado israelense é dotado de forte armamento e outros mais, em compensação o lado palestino é enfraquecido e despreparado.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

As Principais Causas dos Conflitos no Mundo

Guerras e conflitos têm ocorrido no mundo como resultado do processo histórico de invasão e ocupação de territórios e por questões envolvendo a delimitação de fronteiras. Desde o século 16, com o início do processo de colonização da América, da África e da Ásia, as grandes potências dividiram e redistribuiram essas áreas, a consequência foi que passaram a conviver, num mesmo território, povos e nações diferentes, ao mesmo tempo separou grupos da mesma de etnia em diversos territórios. Posteriormente, durante o processo de descolonização ( final do século 19 e início do século 20), novos territórios foram construidos e descontruidos.

A construção política dos Estados modernos, ignorou a existência de importantes etnias preexistentes, porém foi uma atitude que não conseguiu impedir sua sobrevivência. Foi o que aconteceu, por exemplo, com o povo curdo, que é hoje considerada a maior etnia sem estado no mundo, os curdos são 26 milhões de pessoas distribuidos que ocupam territórios na Turquia, Iraque, Síria, Irã e na Armênia. Sua luta é pela formação de um Estado curdo.

Da mesma forma, a globalização e a transição dos antigos países socialistas para a economia de mercado, requerendo a abertura necessária para a circulação de mercadorias, capitais e informação, reforçaram os movimentos de afirmação étnica, em virtude do enfraquecimento do papel centralizador e controlador do Estado.

Atualmente, a maioria dos conflitos que ocorrem no mundo tem origem interna, ou seja, é decorrente de guerras civis ou da luta entre forças militares e movimentos rebelde ou separatistas (Sri Lanka, Colômbia).

Em 2003, o Instituto Internacional de Pesquisas sobre a Paz, de Estocolmo (SIPRI) relacionou um total de 19 conflitos, dos quais apenas dois envolviam intervenção de países: A intervenção dos Estados Unidos no Iraque e o conflito entre a Índia e o Paquistão, em disputa pela região da Caxemira.

Questões religiosas e étnicas muitas vezes encobrem os verdadeiros motivos dos conflitos entre nacionalidades, pode-se citar as diferenças socioeconômicas, muitas vezes responsáveis pela transformação de diversas etnias em povos oprimidos ( em virtude da baixa renda) no interior dos estados-nações. Esses grupos passam, então, a lutar por seus direitos econômicos e sociais.

O aumento de migrações devido a razões políticas ou necessidade econômica também forma grupos minoritários dentro de diversos países.

Fonte: Terra, Lygia; Coelho, Marcos Amorim; Geografia Geral e Geografia do Brasil, O espaço natural e socioeconômico - ed moderna - pág. 75 (com adaptações)